Ser Monja Carmelita Eremita

Pertencer ao Carmelo Eremítico, não é ir atrás de diploma monástico adquirido com a Profissão, nem mesmo a glória de um nome na Igreja. Não obstante vivemos de acordo com as leis canônicas exigidas pela Santa Igreja para os Institutos de Vida Consagrada. Somos para honra e glória de Deus Cristãos; e esta é a nossa maior dádiva, como já o afirmava são Basílio Magno e São Gregório Nazianzo: “Assim como cada pessoa tem um sobrenome recebido de seus pais ou adquirido de si próprio, isto é, por causa da atividade ou orientação de sua vida, para nós a maior atividade e o maior nome era sermos realmente cristãos e como tal reconhecidos.” Cristãos, que como os primeiros Monges, sentem necessidade de viver o Evangelho com mais radicalidade e perfeição, o que o Deserto nos oferece abundantemente. Para isso é necessário a alma sentir este chamado interior do Senhor que a impele a doar-se a Ele na solidão e no silêncio.

Temos uma única vocação na Igreja, mas com diferentes níveis de solidão. Os Mosteiros com mais vida Comunitária, e a Vida Anacoreta, em total solidão e separação do mundo e da própria Comunidade. Denominamos as Monjas dos Mosteiros e Desertos como Eremita-Monja, e as dos Eremitérios como Eremita-Anacoreta.

Dentre as Eremitas-Monjas, existem as Irmãs de Coro, que passam a maior parte do tempo na Cela ou junto dela, como pede a Santa Regra, e nos Ofícios do Coro; e as Irmãs Conversas, segundo antigo costume da Vida Monástica. As Irmãs Conversas, vivem o mesmo silêncio e solidão que as demais, porém trabalham mais fora da Cela, nas dependências do Mosteiro. Assim, harmoniosamente cada uma contribui para o bem de todas, para todas darem a devida glória a Deus e contribuírem na salvação das almas, de acordo com sua vocação.

Não há idade estabelecida com exatidão, desde que tenha a licença do Superior do Mosteiro e da família, no caso de ter menos de 18 anos. Neste caso a jovem necessitará terminar seus estudos por correspondência, mesmo estando no Mosteiro, especialmente se ela for uma monja de coro. Embora, só admitimos menores de 18 anos, após dura prova que mostre a maturidade necessária a esta vida. Após os 30 anos, e Religiosas que já tenham a Profissão em outra Ordem ou Instituto, só podem ser admitidas com consentimento do Conselho Geral, após ouvido o Capitulo local. Pode-se receber as viúvas, sob a mesma condição anterior dita. 

As primeiras visitas se fazem na portaria, ou parte externa do Mosteiro, sendo o melhor possível acompanhadas pela Mestra e a Madre. Os três elementos básicos para ajudar no discernimento das vocações, são: Querer, estabilidade e capacidade. Este tempo antes da entrada na clausura dura aproximadamente um ano. Após a entrada na Clausura, que tem um pequeno Rito próprio, a jovem passa a viver a mesma vida da Comunidade que ingressou. Enviamos a cada vocacionada a lista de pertences que cada uma pode ter consigo ao entrar.

O Tempo do Postulantado dura no mínimo um ano, depois se inicia o Noviciado de dois anos, e faz-se a Profissão Monástica por três anos, como pede a Santa Igreja. Após os três anos se renova por mais três anos, e então faz-se a Profissão Perpétua. Embora, haja o aspecto de ser temporária, não se deve Professar para experimentar, mas para se entregar inteira Àquele que por nós se deu por inteiro. Se houver a Consagração Virginal, antigo costume monástico, está será após a Profissão Perpétua. A Noviça usa o véu branco. Na Primeira Profissão usa-se o preto de consagrada, simbolizando a morte ao mundo, por cima do branco, que representa a virgindade e/ou a pureza interior.