Formação

A formação é uma exigência intrínseca da vida monástica. Não deve ser usada como uma forma de orgulho ou busca de títulos, mas com a finalidade própria da formação: conhecer a Vontade de Deus e segui-la e, deste modo, atuar na História da humanidade. Os mosteiros na antiguidade sempre foram o berço e a fonte do verdadeiro estudo cristão, onde todos hauriam do manancial que deles emanava sem a necessidade de seus monges buscarem fora o que podiam encontrar com abundância dentro de sua clausura. É incontestável o elogio não apenas de santos e religiosos, mas inclusive de físicos, matemáticos, filósofos e cientistas, do imensurável valor do ambiente de reclusão e silêncio, do afastamento das distrações do mundo e da meditação para o aprendizado sadio e para a busca da verdadeira sabedoria.

Nossa formação se baseia em temas fundamentais, tais como: Formação primordial, como os valores humanos e cristãos que nem todos receberam em suas famílias, educação e o conhecimento básico da Doutrina da Santa Igreja; Costumes e Ritos da Vida Monástica, e mais especificamente do Carmelo eremítico; Latim e outros idiomas, que facilitam o acompanhamento de nossa Liturgia que é celebrada em latim, assim como o acesso a outros livros em outros idiomas e a mútua correspondência com outros mosteiros.

De modo específico nos dedicamos ao estudo das Artes Liberais como veremos mais adiante. Este estudo longe de ser fora do contexto monástico, faz parte intrínseca desta vida, sendo na idade média o estudo por excelência de todo o homem livre, por conseguinte do monge. As artes liberais ajudam a formar o alicerce para a verdadeira vida espiritual, baseada na Liturgia, na Léctio Divina e no seguimento do Logos, o Verbo feito Carne. Mediante o domínio das sete artes liberais, o homem é capaz de produzir obras e ideias com poder de elevar o espírito humano para além dos interesses puramente materiais, rumo a um entendimento racional e livre da Verdade.